O Viveiro Tete (MZ)

A Associação moçambicana O Viveiro TETE foi constituida por iniciativa de alguns membros da comunidade local e formalmente reconhecida como pessoa colectiva no ambito de solidariedade social (organizaçao sem fins lucrativos) no dia 08/08/2008, deliberação n.775/GGT/2008 Governo da Província de Tete – Gabinete do Governador.

No dia 02/12/2008 a Associação assinou o DUAT (Direito de Uso e Aproveitamento da Terra), para realizar o centro de acolhimento e formaçao “O VIVEIRO”, em Chitima, Distrito de Cahora Bassa. O projecto foi aprovado pela Direcção Provincial da Mulher e Acção Social de Tete (DPMAST) no dia 06/08/2007, deliberação n. 567/DPMST/07.

O Conselho Directivo da Associação O Viveiro TETE:
D. Lúcia Meque Muzuza Adamo, Presidente - Coordenadora do projecto
Sr. Tomé Adamo Natha, Vice presidente
Sr. Antonio Francelino Melo, Tesoureiro - Relações Públicas
Eng. Manuel Borges Abelho, Director da obra - Director operativo

Contactos
E-mail: oviveirotete@oviveiro.org

Indice:

Porquê o projecto "O Viveiro"?
O projecto O VIVEIRO - "Educar uma menina para educar um povo" nasceu para responder à necessidade, exprimida pelo Padre Eusébio Maria Inocêncio (sacerdote moçambicano da Diocese de Tete), de enfrentar urgentemente a emergência no âmbito da Educação e Formação das raparigas na Província de Tete, onde se encontra uma situação muito grave, devida principalmente à occorrência dos seguintes factores:
  • o elevado número de crianças orfãs;
  • a taxa de analfabetismo muito elevada na população feminina;
  • a entrada tardia na escola da maioria das raparigas e o elevado abandono escolar;
  • a impossibilidade de acesso ao ensino fundamental por causa da pobreza das maioria das famílias;
  • a insuficiência/inexistência da rede escolar;
  • a falta de conhecimento da língua portuguesa (língua oficial de ensino);
  • a falta de formação no campo da higiene e saúde, nutrição, economia familiar;
  • a insuficiente formação nos valores morais, humanos, éticos e sociais;
  • o elevado número de gravidezes e uniões precoces;
  • o trabalho infantil e outras formas intoleráveis de exploração de menores.
O projecto reconhece que as mulheres são o verdadeiro fulcro da sociedade, sobretudo em condições de recursos escassos e pobreza, sendo que estas têm um papel prioritário na formação da família e das crianças. Apoiando, portanto, o desenvolvimento da mulher, desde a idade juvenil, será possível alcançar o objectivo de desenvolver a sociedade inteira.
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As beneficiárias do projecto
As beneficiárias do projecto são as raparigas necessitadas (entre os 10 e os 18 anos de idade) da Província de Tete-Moçambique. O projecto desenvolver-se-á graças à realização de um Centro “O Viveiro” onde algumas jovens serão acolhidas, hospedadas e receberão uma formação complementar ao ensino das escolas nacionais, que as raparigas frequentarão, assim como previsto pelo SNE-Sistema Nacional de Educação e pelo Sub-sistema de Educação Geral.
As raparigas serão acompanhadas na própria formação pessoal e escolar, até o cumprimento dos estudos de segundo grau, por uma equipa de educadores e assistentes familiares, coordenada por um responsável local.
O projecto, solicitado e apoiado pela comunidade local, assume os princípios internacionais da ONU sobre os “Direitos da Infância” e aceita os objectivos nacionais especificos do PNAC – Plano Nacional de Acção para a Criança (2006) e as linhas guia das Instituições do Governo no campo dos Direitos Humanos e Civis, Segurança e Protecção Social, Acesso Universal à Educação e a Actividade de Lazer.
A Direcção Provincial da Mulher e Acção Social (DPMAST – Governo da Província de Tete), deu o seu parecer favorável à implantação do projecto (nota n.567/DPMST/07 de 06 de Agosto de 2007). A mesma Direcção participará na monitoria e avaliação do projecto.
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Localização do projecto
O projecto localiza o centro “O Viveiro” nos arredores da Vila de Chitima – Distrito de Cahora Bassa - Songo, Província de Tete num terreno (superficie de cerca de 5Ha) perto das escolas primárias e secundárias existentes, para facilitar a frequência das aulas pelas hóspedes do centro. Chitima está a uma distância de 15Km da barragem de Cahora Bassa e de 150Km de Tete.
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O Centro – Edifícios e espaços
  • Casas de acolhimento permanente (n.6) – Por cada casa serão hospedadas 16 raparigas e uma assistente familiar a tempo pleno.
  • Salas de estudo (n.3) – Actividades de assistência e estudo depois das horas normais de aula; cursos complementares para as raparigas acolhidas no Centro e para a comunidade local.
  • Biblioteca (n.1) – Salas de leitura e de estudo para as hóspedes da estruturas e outras pessoas/crianças da comunidade local. Serviços on-line (internet)
  • Serviços comuns – Espaços e serviços comuns exteriores e interiores (casas de banho, lavandaria e engomaria, cozinha e refeitório, armazéns...)
  • Enfermaria (n.1) – Procedimentos de primiero socorros em situações de emergência.
  • Hospedaria (n.2) – Aposentos para professores e hóspedes acolhidos no Centro.
  • Laboratórios / Oficinas (n.2) – Salas de aprendizagem de actividades artesanais necessárias ao processo de formação.
  • Capella (n.1) – Celebrações litúrgicas.
  • Casa do guarda (n.1) – Serviço de vigilância nocturno e diurno.
  • Escritório do Responsável do Centro (n.1) – Actividades de coordenação e administração / Escritórios dos professores
  • Espaço de lazer – Actividade fisica, recreação, desporto e lazer.
  • Agricultura e criação – Auto-sustento do Centro, aprendizagem de processos, conhecimento de produtos e inovações.
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Objectivos
  • Favorecer o desenvolvimento da população feminina desde a idade infanto-juvenil, através da valorização das capacidades de cada jovem acolhida e formada no Centro, no pleno respeito das tradições culturais e ligações familiares que existem.
  • Fortalecer a formação moral das raparigas e a preparação geral de cada uma delas, acompanhando o percurso escolar com uma formação básica complementar ao processo de ensino-aprendizagem desenvolvido nas Escolas Públicas.
  • Melhorar o nível de vida da população e da comunidade, graças ao papel activo das raparigas no pôr em prática os ensinamentos recebidos no Centro, quer no contexto familiar, quer em contextos exteriores à família.
  • Incentivar, através da promoção de actividades, cursos e laboratórios, o desenvolvimento e a participação efectiva da comunidade local, quer para alcançar o objectivo da auto-gestão do Centro, quer para favorecer o crescimento e a valorização económico-social e cultural do contexto circunstante.
  • Favorecer o crescimento e o aumento das capacidades de rendimento dos recursos humanos e profissionais locais, através da colaboração e partecipação directa em cada fase do desenvolvimento da iniciativa.
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Actividades
  • Cursos de formação para assistentes familiares.
  • Sustento para o percurso escolar e o estudo curricular (da 6°classe EP1 até 12°classe ESG2).
  • Formação ética, educação humana e moral.
  • Cursos extracurriculares e laboratórios: 1). Pedagogia; 2). Nutrição, transformação e conservação de alimentos; 3). Economia doméstica; 4). Higiene, saúde e primeiros socorros; 5). Princípios de contabilidade; 6). Artesanato; 7). Agricultura, jardinagem, criação de animais de pequena espécie 8). Pequenas manutenções...
  • Cursos de formação e apoio para a comunidade local.
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Resultados esperados
Garantir, pelo menos a duas gerações de raparigas, o desenvolvimento de todo o percurso escolar (primário e secundário) e o alcance de um nível de formação humana, moral, ético-social e profissional pare continuarem os estudos (Universidade), para iniciarem um trabalho, para constituirem novos núcleos familiares, para desenvolverem a formação de outras raparigas (através da actividade desenvolvida no Viveiro ou da implantação de novas estruturas).
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Como participar
Participação no projecto através de:
  1. Actividades de promoção e recolha de fundos;
  2. Actividades de voluntariado;
  3. Oferta gratuita da própria competência profissional;
  4. Oferta gratuita de bens e serviços;
  5. Contributos económicos ou doações patrimoniais para sustentar (especificar a causal na transferência):
    • a construção do Centro em geral, ou de uma parte específica;
    • a formação humana e escolar de uma rapariga (100euros por ano);
    • a formação de assistentes familiares, de formadores e educadores;
    • o desenvolvimento de cursos extracurriculares e laboratórios artesanais;
    • o desenvolvimento de actividades para a auto-suficiência do Centro e da comunidade;
    • a gestão geral do Centro;
    • o fornecimento de material didáctico;
    • o fornecimento de instrumentos e aparelhos para os laboratórios;
Referencias bancarias:
O VIVEIRO-TETE
STANDARD BANK SARL - Av. Independencia Loja 3, Tete - Moçambique
Branch CODE: 204
N. da conta em Meticais: 204-353684-100-6
N. da conta em USD: 204-353684-101-4
SWIFT: SBICMZMX
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